“É fundamental que o
arte-educador reconheça em si a capacidade de exercer o ato criativo de uma
forma tão natural quanto comer, dormir e sonhar.” (DERDYK, 1989, p.7).
Edith Derdyk afirma que o educador que mantém
uma relação próxima – neste caso – com a arte “ouve” melhor as crianças. Este
docente/ avatar é mais do que um professor, é um pesquisador, um artista, um
ser curioso e ansioso para criar, descobrir e aprender.
Esta figura contrapõe a maioria dos exemplos
de professor que vemos nas escolas de educação infantil e anos inicias. De
acordo com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil a maior parte
dos professores em exercício não tem formação adequada e, por este motivo, não
tornam a aprendizagem eficiente e prazerosa para as crianças que por ali
passam.
O avatar que proponho aproxima-se da figura
do cientista; alguém que pesquisa incansavelmente; reflete, observa, cria. Um
ser polivalente – que trabalha “com conteúdos de naturezas diversas que abrangem desde cuidados básicos
essenciais até conhecimentos específicos provenientes das diversas áreas do
conhecimento” (RCNEI, 1998, p.41, vol.1).
É representado por um óculos com várias
lentes e um jaleco com compartimentos para guardar materiais, anotações etc. O
óculos com lentes que podem ser trocadas representa a necessidade do professor
de mudar de postura / forma de ver de acordo com cada aluno e sua história. O
jaleco está ligado à ideia do cientista.
Lygia Clark, «Diálogo: Óculos», 1968
Lygia Clark, «Diálogo: Óculos», 1968



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