quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O PROFESSOR

“É fundamental que o arte-educador reconheça em si a capacidade de exercer o ato criativo de uma forma tão natural quanto comer, dormir e sonhar.” (DERDYK, 1989, p.7).
  Edith Derdyk afirma que o educador que mantém uma relação próxima – neste caso – com a arte “ouve” melhor as crianças. Este docente/ avatar é mais do que um professor, é um pesquisador, um artista, um ser curioso e ansioso para criar, descobrir e aprender.

  Esta figura contrapõe a maioria dos exemplos de professor que vemos nas escolas de educação infantil e anos inicias. De acordo com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil a maior parte dos professores em exercício não tem formação adequada e, por este motivo, não tornam a aprendizagem eficiente e prazerosa para as crianças que por ali passam.
  O avatar que proponho aproxima-se da figura do cientista; alguém que pesquisa incansavelmente; reflete, observa, cria. Um ser polivalente – que trabalha “com conteúdos de naturezas diversas que abrangem desde cuidados básicos essenciais até conhecimentos específicos provenientes das diversas áreas do conhecimento” (RCNEI, 1998, p.41, vol.1).

  É representado por um óculos com várias lentes e um jaleco com compartimentos para guardar materiais, anotações etc. O óculos com lentes que podem ser trocadas representa a necessidade do professor de mudar de postura / forma de ver de acordo com cada aluno e sua história. O jaleco está ligado à ideia do cientista. 


                                        Lygia Clark, «Diálogo: Óculos», 1968







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